segunda-feira, 21 de maio de 2012

Dando um fora com sutileza (e recomeçando a busca)

(E pra isso, nada melhor que: “Você não sabe” - Ana Carolina – o vídeo não é lá essas coisas, mas deliciem-se com o áudio, que está ótimo!)

“Você não sabe com quem está falando
Melhor nem saber e ficar no seu canto
Não pretendo ser a razão do seu pranto”

É verdade que quando estamos em busca de relacionamentos verdadeiros, nos experimentamos diversos sabores, uns amargos, alguns inesquecívelmente doces, outros alucinantemente picantes, que chegam a dar arrepios só de lembrar.

É uma aventura se abrir e tentar se relacionar, envolvemos tantos medos, paranóias, formas de pensamento, preceitos e princípios.

Algumas vezes cedemos tanto, que de repente nem somos mais nós mesmos, outras é o outro que cede demais e acaba por ficar insosso e sem personalidade. Talvez amar não tenha mesmo medida.

Sem receita básica, sem número de entregas, ou mensagens que ele, ou ela, te mandam no celular, sem contar todos os beijos e carinhos correspondidos e trocados, sem contar quantas vezes você perdeu o sono porque ficou viajando em pensamento, sem ficar esperando três meses de teste pra aí sim se apaixonar, ou enumerar quantas vezes você teve vontade de retribuir com um tapa na cara, mas não o fez é claro, porque isso é afronta e desrespeito demais com um ser humano (mas que em algumas vezes dá vontade, dá!).

Não sou dada a violências, nem físicas, nem verbais, sou dada a verdade, e muito dada! Eu posso perdoar traições se elas me forem confessadas, posso perdoar erros, se eles me forem contados com humildade e reconhecimento, mas não posso perdoar a mentira, a enganação, a falta de coragem em se assumir, e na boa véio (rs) isso me tira do sério!

Me deixa indignada ver que o outro não consegue agir com honestidade, com respeito ao próximo, ou melhor ao parceiro com que ele tanto trocou palavras, sentimentos, vínculos. Essa não dá pra segurar, ou engolir...

Eu suspeito que nem todo mundo é assim bem resolvido, ou é tão corajoso quanto eu gostaria que fosse, e é por isso que eu não posso abrir mão desse nível de exigência, porque se eu esqueço meus princípios, esquecerei de mim mesma, e aí, aí minha amiga não vale a pena ficar catando as migalhas que aquele seu pseudo-amor fica te jogando!

Agora..., vem cá, se eles ou elas querem, devem efetivamente assumirem seus desejos, ou nós que queremos um relacionamento companheiro e verdadeiro, vamos ficar jogando pérolas aos porcos?

Beijos de Luz em sua alma...
Camila K. Marchiodi

domingo, 22 de janeiro de 2012

Máquina do tempo: flutuando entre as lembranças e sonhos


"Para acompanhar-vos, deixo uma linda trilha sonora, digna das melhores lembranças e parte de um dos meus filmes preferidos "Em algum lugar do passado" (1980), Somewhere in time, composta por John Barry, tornou-se uma das mais bem-sucedidas trilhas de todos os tempos, sendo também uma de suas obras mais românticas e sensíveis. Apreciem..."


Depois de semanas de chuva, faz um lindo domingo de sol lá fora, e aqui dentro
de meu coração, eu parei o tempo, quero aproveitar o calor e a luz que a
natureza oferece nesta manhã para apaziguar algumas memórias.


Um dia, ví em um filme que todos temos uma máquina do tempo, para o passado nosso transporte são as lembranças, para o futuro, os sonhos.

Tem tanta coisa que imaginamos ter perdido, tantos detalhes que deixamos pra trás, tantos sonhos que abandonamos. É como se em cada um deles tivéssemos deixado parte de nossa essência e fossemos ligados a ela por um fino cordão, que vira e mexe te chama a reflexão.

Está certo que algumas lembranças são mesmo dolorosas, muito, e alguns eventos do passado gostaríamos de ter o poder de mudar e dar outro rumo, oportunidades perdidas, amores deixados, amizades esquecidas, pessoas importantes que a vida levou. Tem coisas, que nunca mais vamos resgatar.

As lembranças são assim mesmo, basta que algo nos toque, como uma música, uma palavra, um cheiro, um lugar, um objeto ou até mesmo uma fisionomia que relembre alguém de nossa história, é como se parássemos o tempo, e ali naquela fenda, revivêssemos todas as sensações possíveis daquele momento, com uma única diferença, sem toque, sem cheiro, sem calor, preenchido por lágrimas, um certo vazio e uma dor muitas vezes insuportável...

Ah, vocês hão de concordar, a saudade dói demais, e perpetua quando achamos que não fizemos o tempo vale à pena.

Deixei pra traz muitas coisas valiosas, algumas perdas irreparáveis, amores que deveria ter cultivado, oportunidades que deveria ter agarrado e amizades que jamais serão as mesmas, uma porção dessas coisas eu agi com pura imaturidade. É, a idade tem mesmo suas vantagens.

Tive muitos motivos pra abandonar alguns deles, ilusão, rejeição, cuidado próprio e em alguns momentos até um propósito de mudança. É inevitável esse movimento, afinal para crescer, temos que abrir espaço, e só há uma forma pra fazer isso, deixar o que não nos serve mais, mesmo que doa, mesmo que isso soe como uma eterna rejeição em nossas histórias, mas nesse momento é preciso que olhemos pra tudo com clareza, com amor e com alma, porque só assim percebemos que a forma como aquelas coisas andavam, já não nos faziam mais sentido, ou porque já era pouco, ou porque precisávamos mesmo nos cuidar e tem horas que a única pessoa que nos pega no colo e nos cuida, somos nós mesmos, e não há nada, nem palavra que cure esse processo, a não ser o tempo, nosso próprio tempo, natural e divino.

Hoje eu posso dizer, ainda aqui dentro dessa fenda no tempo das lembranças, que eu tenho muita saudade de algumas coisas que deixei, umas eu quis muito resgatar, mudar, retomar, mas a vida não permitiu, elas escorreram pelas minhas mãos, pode até ter sido obra do destino, mas hoje eu sou o resultado de tudo que deixei, sonhei e criei.

Sempre me emociono quando penso no passado e me assusto com as incertezas do futuro, sei que ele só existirá quando eu começar a construí-lo no presente, pois neste exato momento, aqui enquanto vos falo, um turbilhão de energia criadora fluí, solta pelo ar, e só será privilegiado aquele que perceber suas fendas atemporais das lembranças e dos sonhos, como a centelha divina que resgata a chama da vida.

Hoje eu vivo o que fui, e construo o que serei.

Beijos de Luz em sua alma,
Camila K. Marchiodi



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

2012, me esperaaa que eu ainda to chegandooo...

To mesmo achando que hoje não é dia para escrever, somente pensamentos soltos voam pela minha mente e nada de reflexivo quer realmente parar para ser analisado e desenvolvido pelas palavras que eu gostaria que se desenrolassem abaixo...

Ah, tem dias que é assim mesmo né, a gente se levanta, procura, procura e não encontra a inspiração, talvez os anjos e fadas e guias que nos auxiliam nesse processo estejam ocupados com alguma outra coisa mais importante, ou talvez até se empenhem em nos fazer sentir o colorido do momento e somos nós que estamos muito ocupados!

Começo de ano tem mil e uma coisas pra resolver, agora já passado o clima nostálgico de natal e réveillon, vem as contas, a casa pra arrumar, o trabalho pra recomeçar, a viagem pra planejar, as crianças pra entreter, os planos pra continuar, os projetos pra pensar, e além de tudo isso ainda tem você, ou melhor a gente, que precisa de uma atenção especial, de cuidar da saúde, ou implementar uma atividade física ou pedir desculpas por algum deslize cometido nos últimos dias, ou terminar aquele livro, ou sair mais com seu companheiro...

Ufa, deve ser por isso que não consigo refletir, também com tanta coisa pendente em meu pensamento, devo mesmo estar precisando de boas horas de silêncio. Aposto que até você já se cansou ao ler a lista acima, parece tanta coisa..., parece não, é muita coisa...

Às vezes ao começarmos um novo ano, achamos que nos redobramos em duas pessoas, e que teremos a capacidade fazer tudo aquilo que o pensamento cria e a necessidade precisa. Infelizmente não há duas pessoas iguais a nós para dar conta de todos os nossos planos, e agora o jeito é colocar os pés no chão, e partir para a ação.

Primeiro uma boa organização de pensamentos deve ajudar a enumerar as coisas por ordem de prioridade, em graus que vão da necessidade ao sonho, conhecer todos as nossas atividades e nossos projetos é sinal de sabedoria, só assim saberemos o que podemos fazer para realizar cada um deles, depois disso é colocar um tempo, uma semana, três meses, um ano, e agora sim, só agora colocar as mãos na ação, refletir, solucionar e agir.

Investigar nossos propósitos é um grande passo para o autoconhecimento e uma ferramenta importantíssima para nosso autodesenvolvimento, muita gente fica perdida com tudo que gostaria de fazer, e acaba por não fazer é nada, com algum planejamento, mesmo que você não conclua o que se propôs, saberá o porquê não o fez, e assim não se frustrará com expectativas ilusórias que acabam sempre sugerindo incapacidade, uma bomba relógio para qualquer auto-estima.

Com pé no chão e consciência, você cria estratégias proveitosas para seu tempo, seu dinheiro e seu crescimento pessoal, afinal ninguém se planeja apenas para melhorar financeiramente, quando queremos crescer, estamos mesmo indo em busca é de um crescimento emocional interior, seja ele baseado na paz de espírito ou na sabedoria e no discernimento de ultrapassar os obstáculos que vão surgir pelo caminho.

Algumas pessoas serão contra os planejamentos, argumentando que devemos viver a vida como ela se propõe, outros ainda dirão que não devemos planejar, porque a vida sempre tem planos diferentes. Em partes, eu concordo com a turminha do contra, mas vem cá, se você não trabalha pra se realizar, quem vai trabalhar pra você? E eu não falo do trabalho de carteira assinada, falo daquele que elabora soluções em prol do seu próprio bem e do bem dos que estão envolvidos.

Ah, chega de tanta prosa também, vamos logo começar esse ano, e por agora, remova o turbilhão de idéias que eu sei que está flutuando em sua mente, coloque tudinho num papel, sonhos, idéias, necessidades, e depois pense e parta para a ação, quero que este ano, tanto para você como para mim seja cheio de manifestações dos nossos projetos, na criação e na “cocriação” de uma realidade mais sábia, feliz e gratificante baseada no bem maior de todos os envolvidos em nossos planos.

E tenho dito, um feliz ano novo!


Estamos predestinados a algumas experiências, as missões existem, mas cabe ao nosso livre arbítrio escolher o melhor caminho para suas manifestações.

Jamais esqueçamos de nosso poder intuitivo.

Beijos de Luz em sua alma,
Camila K. Marchiodi

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sonhos e projetos, de onde vem nossa motivação?

Sempre é tempo pra pensar, pra refletir sobre o que andamos fazendo em nossas vidas, como temos agido dentro de nossa história. Todo dia é dia...

Mas, no fim do ano parece que as pessoas se descobrem pensadoras, e acabam fazendo aquele balanço anual, que deveria ser diário, mas tudo bem..., como já foi dito, sempre é tempo pra pensar, antes agora do que nunca, não é mesmo!

A gente se programa e se projeta (em pensamento) em muitas atividades e sonhos (ou não, como diria um grande amigo meu) pra realizar durante o ano, e de repente, o fim do mesmo chega, e a gente? Bom a gente nem sempre conclui tudo que se propôs, e nem sempre é por falta de disposição...

Uma mudança de rota, um replanejamento, ou a falta dele, rotinas e situações financeiras, e às vezes nossa própria condição, podem ser fatores que nos fazem deixar inacabados aqueles projetos de inicio de ano...

Também são tantos né, emagrecer, engordar, um novo amor, ou a separação, filhos, festas, trabalhos novos, escrever um livro, abrir um negócio, aprender a amar, se dar valor, sair de uma depressão, comprar uma casa ou trocar de carro, e por aí vai, uma lista enorme de realizações...

12 meses e a expectativa de uma mudança na vida! E é isso que nos motiva, isso que nos faz levantar todas as manhãs e dizer, hoje eu vou persistir em minhas buscas!

O ano começa, e eu sei que nem sempre é fácil assim, nem sempre encontramos essa tão sonhada motivação de sair da cama e agir em prol de nossos desejos, aí a busca fica pesada, parada, externa pra dizer a verdade!

Tenho pra mim, que todos esses objetivos que nos propomos no inicio de cada ano, ou cada mês ou dia que seja..., deve vir muito bem pensado, afinal o que nos incita a realizar novas coisas em nossa vida deve estar mesmo “dentro da gente”, tudo que desejamos que se manifeste em nossa jornada deve ter uma causa inicial que brote em uma vontade interna... (autoconhecimento?)

Não é ir em busca de um emprego só porque estamos desempregados, é ir em busca porque queremos nos sentir útil a nossa sociedade, queremos aprender para nós mesmos, porque queremos ter o sabor de pagar nossas próprias despesas...

Não é emagrecer porque você quer entrar no padrão das calças 38, é emagrecer pra manter sua saúde, pra se sentir mais atraente, é isso que aumenta nossa própria estima...

Não é buscar um novo amor só pra ter uma companhia, é se abrir ao amor, é se deixar e desejar ser amada por alguém que se importe em estar com você, que te considere e te respeite, sabe por que? Porque você merece ser amada, ou amado, porque você merece ter alguém do seu lado pra dividir sua felicidade em simplesmente existir...

É buscar uma essência, e nunca motivos fúteis pra se realizar! É isso que nos faz feliz, que nos faz sentir a vida!

Tudo isso, vem de dentro, é o que move nossos sonhos, engane-se quem busca seus motivos lá fora, porque todos eles devem existir primeiro dentro de você, é você e o mundo, e não o mundo e você!

Eu aprendi isso esse ano, aprendi a buscar minha metas dentro de mim, percebi que se eu não tiver meus projetos pra realizar, e se eles não estiverem intimamente ligados a minha essência, eu acordo sem vida, eu vou ser somente mais uma pessoa dentro de um sistema egóico, egoísta e sacana que a produção em massa gerou na sociedade!

Não, eu não sou isso, não vou ser só mais uma pessoa, Eu não sou, nem você é!

Você pode estar amarrado pelas condições sociais, todos nós um dia estivemos, ou estaremos, é inevitável vez ou outra cair no sistema social arcaico, mas seu pensamento é livre, sua vontade existe, mesmo que latente dentro do seu coração, e são eles, o pensamento e o coração, que vão arrebentar suas amarras e projetar sua essência para uma realidade manifestada em amor, realização e vida!

Sonhar por sonhar, desejar por desejar, querer porque os outros querem?

Não! Sonhar, desejar e querer porque existe dentro de você uma Luz e um Amor (essência?) que quer se manifestar na sua vida, na sua realidade!

Quais serão seus próximos projetos?

Beijos de Luz em sua alma...
Camila K. Marchiodi

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Palavras que o meu olhar só diz pro seu

(pequeno conto de inspiração para viver um romance com a vida)


Abrir-se não dói, não corrói, não espera, apenas vive, intenso e pulsante em cada olhar que cruza seu caminho...


Eu acho que nunca escrevi algo tão específico e tão aleatório, como as que se seguirão neste texto...

Sabe..., me bateu uma vontade de falar sobre as pessoas, sobre o que eu sinto por elas, sobre aquelas que de um jeito ou de outro tocaram minha alma. Tão raro isso acontecer, tão difícil as pessoas estarem abertas de verdade a fazerem a diferença em sua própria vida e nas vidas de quem amam (medo de amar?), qualidade cada vez mais escassa entre a “dormente” sociedade...

Não falo somente dos encontros amorosos, aqueles movidos de paixão carnal, falo também daqueles reencontros que chegam a nossa vida pra realmente desestruturar antigos padrões e remodelar nosso jeito de amar.

Pode ser que você reencontre isso no olhar de uma pequena criança, naquele amor incondicional que nossos familiares sentem por nós, ou pode ser que você reencontre essa lição no olhar de uma amiga, ou amigo, talvez naquele olhar amoroso e apaixonado do seu companheiro de anos, ou aquele que você acaba de conhecer e desde o primeiro minuto já tornou seu sorriso ainda mais vivo, e pode até ser que você reencontre isso tudo em seu simples olhar refletido ao espelho de um banheiro...

Não importa, o que importa mesmo em todo esse romantismo é que você Aceite e se Abra com carinho e amor a cada pontuação que essas novas histórias querem fazer em sua vida...

Eu nunca fui de falar muito, mas sempre fui de falar o que meu coração precisa dizer, de pensar bem e medir cada virgulazinha a ser dita, pra que eu possa expressar com todo meu amor o que realmente sinto (tá certo que nem sempre isso acontece...). Talvez eu acredite que assim fica mais fácil de ser compreendida, afinal a palavra dita não volta atrás...

É..., já perceberam que estou enrolando né...

Sim, eu estou...

Mas é que me soa aqui aos pés da alma o enorme desejo de tocar você, é isso mesmo, tocar sua alma com as palavras que só meu olhar vê, e que agora os seus tentam compreender...

Eu gostaria de fazer a diferença na vida de cada um que chega até estes textos, acredito que este é o desejo de todo escritor, mudar, tocar, mesmo de forma tão sutil e com pequenas palavras soltas pela luz dessa fria tela em que você repousa seus olhos, gostaria de poder dizer bem de pertinho, olho a olho, que eu escrevo pra você, que meu coração pensa e expressa todo meu amor, aquele, incondicional, aquele que emana em Luz e chega até aí para dar aconchego e carinho nas horas que mais precisas...

É como um amigo imaginário..., oculto..., que sempre poderá te ouvir, e sempre, sempre retornará com amor...

Então fica aqui, as palavras que só o meu olhar diz pro seu, aos que me conhecem, deixo expresso nelas o calor do meu abraço, espontâneo e verdadeiro, aos que não convivem comigo, deixo tatuada nessas palavras todo o carinho de minha alma, e que ele se encerre em um sorriso verdadeiro manifestado em seus lábios neste exato momento...


Abrir-se não dói, não corrói, não espera, apenas vive,
intenso e pulsante em cada olhar que cruza seu caminho...


(E esta é a saída pra todos os seus medos...
Abrir-se não dói, não corrói, não espera, apenas vive...)


Beijos de Luz em sua alma...
Camila K. Marchiodi

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Praticando o desapego: análise de caso

É engraçado começar um texto assim, foram raras as vezes em que eu me vi sobre essa ótica, uma terapeuta de mim mesma. Pode ser que eu esteja enlouquecendo, mas me ouvir tem sido um bom caminho para compreender as lições.

Acho mesmo que as pessoas deveriam fazer isso mais vezes, se ouvir, refletir e se expressar quanto ao que aprendem e como agem em seus caminhos, ao menos com os bons exemplos, assim muitas pessoas poderiam se basear nas experiências do coletivo e quem sabe aprender mais pelo amor do que pela dor.

Já tem algum tempo que eu propus conscientemente a prática do desapego, mas, mesmo sem saber eu já o vinha aprendendo...

Logo no inicio do ano, deixei algumas coisas que me faziam mal, alguns pensamentos, algumas memórias e coisas que já não condiziam mais com minha forma de ver a vida, porque a gente muda, e muda muito quando começa a se conhecer, e aí, coisas que antes faziam sentido, deixam de fazer e passam a ser apenas mais um peso em nossas costas, que precisa urgentemente ser eliminado, se não, nos sufocamos tanto, ao ponto de deixarmos de existir para sustentar as aparências do que um dia já fomos.

E foi por aí que muitas mudanças começaram a acontecer, eu comecei a fazer o que realmente gostava, aprendi a ser sincera e verdadeira, mas com cuidado e jogo de cintura, claro..., porque magoar as pessoas com a verdade nunca foi uma de minhas metas...

Mesmo assim, muitas coisas ainda estavam presas em minha jornada, trabalho, relacionamentos, dinheiro e aquela tal paz de espírito que eu ainda não tinha encontrado!

Em julho deste ano, resolvi fazer aquela faxina no meu quarto, sabe aquela que a gente faz uma vez a cada dez anos e que joga fora todas as cartas antigas, todos os frascos vazios de perfume e doa as roupas que não servem mais?! Pois é, foi ela que eu fiz! Tirei tudo, realmente e literalmente, tudo de dentro dos armários, os do quarto e os da minha alma.

Com todos esses movimentos, joguei muita coisa fora, dissolvi muitas dores e memórias que ainda estavam entaladas em minha garganta e represadas em meu coração, depois disso passei vários dias com dor de garganta e dor de cabeça, também pudera, tanta coisa foi liberada e além dos sintomas físicos, uma certa dor na alma, um certo peso, e talvez até um certo rancor me acompanharam.

Cada lembrança revivida era uma lagrima chorada, foi doloroso, afinal uma limpeza dessas envolve muita energia estagnada, tanto nas coisas, como dentro da gente. Levei uma semana pra por tudo em ordem, limpinho, bonitinho e organizadinho, já o coração andou dolorido por alguns meses, mas agora com muito mais espaço e assim como os armários, com lugar para as coisas novas, como no dito popular e verdade universal, logo após a tempestade vem a bonança!

Foi aqui que percebi que estava me desapegando das coisas e das histórias que não me serviam mais. Depois do quarto, a onda de organização foi para a sala, e um antigo escritório desativado em minha casa, a sala renovou-se e ficou mais ampla, o escritório, agora, vai virar um ateliê e um centro de atividades físicas (que eu tenho lá minhas dúvidas que vou freqüentar..., bom, mas este, é assunto para outro texto).

Agora sem todo aquele entulho emocional, que eu guardava inutilmente, encontrei caminhos que antes eu não havia percebido e que estavam o tempo todo na minha frente, mas eu estava tão cheia que não conseguia ver, e a partir daqui tudo começou a fluir melhor, as idéias para o trabalho, as artes, os relacionamentos, que cá entre nós ainda não fluiu tanto assim, mas vai, uma hora vai.

Agora, ando aprendendo sobre o desapego aos sentimentos e comparações, já parou pra analisar o quanto isso assombra as pessoas?

É o apego ao amor do outro, é o apego a crítica que nos dão, é o apego ao negativismo, apego ao que outro é ou deixa de ser, algumas pessoas tem mania de se comparar com as outras, ou comparam a gente com todo mundo, poxa, eu não sou todo mundo, você não é todo mundo, e mesmo que façamos parte de um todo, cada qual contribui com suas diferenças para o bem comum, é ou não é verdade?

Eu mesma confesso que já me comparei várias e várias vezes, incansáveis e incontáveis vezes, e sabe o que tive em todas essas elas, frustração, ou porque eu não conseguia ser como queriam, ou porque a vida do outro me parecia mais vida (ao olhar afoito, a grama do vizinho sempre parece mais verde né!)...

E era ilusão, cada um tem seus erros, seus medos, suas dores, suas histórias fracassadas e seus entulhos mofados no fundo das memórias, o que acontece é que alguns fingem, outros assumem e poucos superam, eu escolhi me superar, não com base no que os outros pensavam pra mim, mas baseada na minha missão de vida, no que me traria a verdadeira paz de espírito, e bingo, não é que consegui, a minha paz, o meu espírito, livre, leve e vivo!

Muita gente torceu o nariz pra isso, algumas pessoas se afastaram, mas os que me amam mesmo adoraram a novidade, sabe por quê?

Eu deixei de ser tão preocupada com o rumo que a vida tomava, pra dar lugar a minha e a felicidade dos que são meus e dos que chegam em minha vida.

E foi assim, nessa postura de aceitação e desapegada de expectativas, de comparações e de sentimentos, que pude entender que se existe mesmo amor (e no fundo é ele que promove a paz de espírito), ele deixa ir e vir o que tem que ser, sem acorrentar-se a qualquer coisa ou pessoa!

Ir e vir, assim, como seus olhos por entre as palavras...

Ufa, como se diz mesmo?
Os anos têm lições que os dias não vêem...

É acho que é isso mesmo!

 
Beijos de Luz em sua alma,
Camila K. Marchiodi

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pare, ouça, compreenda: conheça-se.

Freqüentemente pensamos muito sobre aquilo que nos falta, e aquilo que ainda desejamos em nosso caminhar, e seguimos assim, sem nos conhecer e sem dar o merecido crédito às nossas vivências.

Por certo que cada uma delas traz consigo uma lição, e se observarmos melhor, são fontes inesgotáveis para o autoconhecimento.

Foi pensando assim, como observadora, que cheguei a constatação do quanto estou presa dentro de mim mesma, dentro das grades externas e internas, do quanto ainda não vivo meu Eu verdadeiro.

Quis conhecer-me, listei alguns de meus motivos, pra ver se assim alcanço uma aceitação maior de todas as minhas partes escuras e egóicas, lançando Luz aos defeitos que mais me incomodam neste momento, e partindo para a reflexão junto com você, minha querida alma amiga...

Que todos os meus “Nãos”, sirvam de incentivo às suas próprias compreensões. O que você não quer mais dentro de seu coração?


Quando assumir-se é o melhor que podemos fazer...


"Eu não quero...

Não, não quero mais compactuar com as falsidades egóicas dos que me cercam, e nem com as minhas falsidades, quero mesmo a verdade em sua mais profunda sinceridade.

Não, não quero mais viver aquilo que não sou, quero apenas Ser e Viver o mais verdadeiro em mim, tomando o cuidado de cuidar dos que me cercam.

Não, não quero mais amores que me degradam, nem aparências permeando meus romances, quero mesmo viver a história verdadeira com a presença constante do respeito ao livre arbítrio de cada um.

Não, não quero mais magoar as pessoas que me amam com a minha incompreensão, quero antes de rebelar-me, silenciar e compreender o que me faz agir.

Não, eu não quero mais acreditar que viemos para lutar, eu quero mesmo é aceitar que viemos para ser feliz, sem culpa e sem dificuldades, quero acreditar mesmo é em nosso merecimento diante da abundância.

Não, não quero mais acatar as opiniões alheias como minhas, muito menos suas impressões sobre mim, eu sei quem sou, não preciso da imagem do outro para acreditar em minha benevolência, em meus valores.

Não, não quero mais ser amada pelo que faço as pessoas, quero ser amada pela boa vibração que meu sorriso e meu abraço carregam, sem a futilidade das superficialidades, e sem as ilusórias expectativas.

Não, não quero mais agarrar-me ao passado, como se ele fosse meu único referencial de felicidade, quero mesmo criar todos os dias um novo marco, nem que seja por dois segundos ao olhar profundamente para o céu.

Não, não quero mais sabotar minhas metas, quero mesmo largar a mão das minhas incredibilidades, e passar a ser o meu maior incentivador e provedor emocional.

Não, não quero mais buscar minhas motivações fora de mim, quero mesmo descobri-las aqui dentro, por mim e para mim, sem atribuir a algo ou a alguém a responsabilidade por isso.

Não, não quero mais sentir falta do amor, pois sei que a única fonte inesgotável do mesmo, está bem aqui dentro do meu coração.

Chega, basta, já deu... não quero mais viver com os olhos da alma fechados..."


Sou o que sou, somos o que somos, e somos assim aceitos em perfeição.


Beijos de Luz em sua alma,
Camila K. Marchiodi